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II-Quando não se aplica o “Tratado de Tordesilhas”, (Segunda parte)

A posse de "Capitanias Hereditárias" por "Donatários", e muito menos o emprego de "Capitães do Mato"

Prezad@s leitor@s, lembro-lhes antes, de que, a Primeira Parte desta série, foi encerrada da seguinte maneira:

Sugestão de revisão:
“Diálogos fortuitos entre o mito e a filosofia, mediados pelo simulata pensador e pretentious philosophus Gylvaresthamar (Segunda parte)”
https://www.agazetadelavras.com.br/dialogos-fortuitos-entre-o-mito-e-a-filosofia-mediados-pelo-simulata-pensador-e-pretentious-philosophus-gylvaresthamar-segunda-parte/

Continuando a série. 

Eu sou mais um simples comedor de arroz com feijão. Assim como você também o é, prezad@ leitor@. Enfim, como todos nós somos!! Né??!! No meu caso particular, embora racional, eu não quero ser nem anjo, nem demônio, quero ser apenas terráqueo, gente humana comum. Mais nada!! 

Porque, repito, a minha residência e domicílio são conhecidos aqui na Terra, e não, sideralmente, alhures. Não me interessa de onde eu vim (passado) ou para onde eu vou (futuro). Interessa-me o aqui e o agora, ou seja, onde estou neste momento (presente). 

Abomino o comércio de bençãos e milagres, assim como abomino a depredação do meio ambiente e da biodiversidade. Reveja:
“Amém ECOTEOLOGIA. Seja bem-vinda!!”
https://www.agazetadelavras.com.br/amem-ecoteologia-seja-bem-vinda/

Acontece, que, quando vejo, assisto ou ouço, pregações, ensinamentos e debates sobre a vida “post mortem”, com show marqueteiro de curas e milagres, para atrair fieis doadores, lembro-me de François Mauriac: “De nada serve ao homem conquistar a Lua se acaba por perder a Terra”. 

Creio que viver o presente, pensando em comprar indulgências, e deixar a Terra ser devastada pelo desenvolvimentismo predador, sem ter feito nada, nadinha de nada, para conservar sua maravilhosa originalidade ambiental, corresponde a condenar-se ao inferno eterno. 

Ou seja, penso que seria mais honesto e proveitoso, em vez de comércio futurista alienante e debates sobre salvação da alma, juízo final, vida após a morte, colônias espirituais, vida eterna e correlatos…melhor se debatesse sobre: salvação do planeta Terra, aquecimento global, efeito estufa, poluição ambiental, camada de ozônio, enfim, direitos humanos, saúde e educação em geral!!

 Sugestão de revisão:
“A Gênese de Deus segundo Gylvaresthamar (Primeira parte)
https://www.agazetadelavras.com.br/a-genese-de-deus-segundo-o-simulata-pensador-gymha-pazs-e-antonomasia-gymha/

E se igrejas, sacerdotes, missionários, religiões e religiosos, proferissem sermões sobre vida, saúde e: Natureza. Meio Ambiente. Ecologia. Biomas. Biodiversidade. Socioambientalismo. Proteção, conservação e preservação ambiental, não seria mais proveitoso que vender curas espetaculares??!!

Já pensaram em Escolas Dominicais versando sobre: Agroecologia. Tecnologias Socioambentais Sustentáveis. Agricultura Familiar. Segurança Alimentar. Compostagem. Biofertilização. Controle Biológico. Vacinas. Plantas Medicinais. Saúde dos cidadãos etc…correlatos e assemelhados…??!!

E se nos púlpitos, em vez de comercializarem curas e milagres alienantes, lembrassem-se de recomendar o plantio de árvores, jardins e hortas, imediatamente!! Se isso for difícil, um vasinho com flores, ou até mesmo, um canteirinho de cebolinha verde, já estaria melhor, também. 

Bons debates, sim!!! Futuristas, talvez!! Comprar milagres, indulgências e benesses divinas, jamais!! Mas, plantar árvores agora, é muito mais honesto e proveitoso!! Pode crer!! 

E para evitar-se conclusões precipitadas, recomendo a releitura de post anterior:
“Eu também me perguntei se acredito em Deus”
https://www.agazetadelavras.com.br/eu-tambem-me-perguntei-se-acredito-em-deus/

 Acontece que me identifico muito com Nietzsche:
“Mudei-me da casa dos eruditos e bati a porta ao sair. Por muito tempo, a minha alma assentou-se faminta à sua mesa. Não sou como eles, treinados a buscar o conhecimento como especialistas em rachar fios de cabelo ao meio. Amo a liberdade. Amo o ar sobre a terra fresca. É melhor dormir em meios às vacas, que em meio às suas etiquetas e respeitabilidades”..

 Para mim, Nietzsche tem razão, quando afirma:
“Alguns não conseguem se libertar dos seus próprios grilhões, mas conseguem libertar os amigos”.

E por que plantar árvores, jardins, vasos floridos, canteiros de hortaliças e plantas medicinais, em vez de comprar indulgências divinas? Novamente recorro a Nietzsche:
“E os que dançavam foram considerados loucos por aqueles que não ouviam a música”.

 Acontece que, creio, sinceramente, que estas tentativas aqui na Terra, de doutrinamentos e financiamentos, para comprarmos bençãos e evitarmos o inferno, a fim de desfrutarmos, eternamente, das benesses paradisíacas, estão condenando nossas vidas, hoje mesmo e agora, a um verdadeiro inferno de eterna poluição existencial. 

Revejam:
Vai recomeçar a temporada anual de queimadas, desmatamentos, destruição e agressões generalizadas ao meio ambiente”
https://www.agazetadelavras.com.br/vai-recomecar-a-temporada-anual-de-queimadas-desmatamentos-destruicao-e-agressoes-generalizadas-ao-meio-ambiente/

 O problema é que, embora sejamos animais mamíferos racionais, os Capitães do Mato tentam capturar-nos e induzir-nos a levarmos uma vida de espíritos**, através da comercialização de bençãos, sob a gerência de Donatários de Capitanias Hereditárias, como se fosse um Tratado de Tordesilhas etéreo.

Mas, esta vida espiritual ofertada (comprada), entra em uma rota de colisão direta com o próprio aqui e agora. É que, aqui e agora, nós, como todos os seres vivos terráqueos, inclusive os mamíferos, necessitamos fundamentalmente de:

1-Alimentar-nos diariamente e suficientemente, com alimentos sólidos, palatáveis e degustáveis;
2- Beber água H2O (substantivo concreto) diariamente e suficientemente;
3- Ter nosso próprio espaço físico (delimitar território);
4- Preservar a vida carnal (defender a própria vida);
5- Reproduzir e perpetuar a espécie;
6- Defender as crias. 

Acrescente-se para o Homo sapiens sapiens: escovar os dentes, tomar banho, cuspir, tossir, espirrar, soltar “pum”, fazer xixi e cocô, controlar diabetes, colesterol, pressão arterial, assistir JN, fazer declaração anual do IR   etc…etc..etc…

E se nós já temos que carregar nas costas, o que a vida compulsoriamente nos impôs:
 “A Origem do Bem e do Mal Segundo o Mal do Bem e o Bem do Mal” (Primeira parte)
https://www.agazetadelavras.com.br/a-origem-do-bem-e-do-mal-segundo-o-mal-do-bem-e-o-bem-do-mal/

 Então, continua e finaliza no próximo post.

 (Acessem as crônicas anteriores, clicando na franja “Blogs e Colunas“, acima do título da matéria atual. Em seguida, pode-se clicar na franja “Próxima página>“, no rodapé da página aberta, para continuar acessando-se mais crônicas anteriores).

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