
Diálogos fortuitos entre o mito e a filosofia, mediados pelo simulata pensador e pretentious philosophus Gylvaresthamar (Segunda parte)
Segunda parte
Palavras, metaproféticas, anarquistas, atrevidas, porém, socioambientalmente sustentáveis, by //job t, do simulata pensador e pretentious philosophus, Gylvaresthamar.
Auto intitulado {
Com antonomásia “Gymha” para seus alucinantes “Vergymhasículo§“
Lembramos de que, o capítulo anterior (Primeira parte, vergymhasículo §1), foi encerrado da seguinte maneira:
Continuando a matéria.
Vergymhasículo §2:
Curiosamente, há uma discussão existencial sobre os mitos do Rei Arthur e de Rômulo/Remo.
E Pelé, é mito ou lenda, os dois, ou nenhum?
E Lampião, Antônio Conselheiro, Zumbi dos Palmares?
E Adão e Eva?
Sugiro que revejam:
“O mito fora da caverna. Do Trilobita via Coacervado passando pelo humanoide simiesco. De Platão a Gilmar e Ói…nóis…aqui…gennnte…”
https://www.agazetadelavras.com.br/o-mito-fora-da-caverna-do-trilobita-via-coacervado-passando-pelo-humanoide-simiesco-de-platao-a-gilmar-e-oi-nois-aqui-gennnte/
Creio ser importante lembrar-se também, de que, os brasileiros têm o hábito de identificar igualmente como mito, alguns artistas famosos, pessoas exibicionistas, políticos demagogos/oportunistas. É quando, na verdade, o mito é um mico de merda!!
Assim, assírios, babilônios, chineses, indianos, egípcios, persas, hebreus, árabes, incas, astecas, maias, esquimós, índios etc…etc…pensavam apenas de maneira mítica, e através da religião, buscavam os favores e benesses divinos. Mas, os gregos foram os especialistas em mitologia. Depois os romanos.
Agradeciam esses favores, ou tentavam aplacar a ira dos deuses, com cultos, ofertas e até mesmo sacrifícios cerimoniais. Evidentemente, sempre havia o sacerdócio para mediar as relações entre os deuses e a comunidade.
A partir deste momento, as explicações do real pelo pensamento mítico, passaram a ser questionadas pelas explicações naturais, naturalmente. Surgia o naturalismo, e os rudimentos de ciência, através do pensamento filosófico/científico. O mito começava a balançar.
Como consequência imediata, religiões e sacerdotes, sentiram-se seriamente ameaçados (poder, conforto, parasitismo, estatus), e, estava instalado então, o torneio início: Filosofia x Religião, do campeonato universal principal: Ciência x Religião, disputado até os dias atuais.
E, no estádio da Santa Inquisição, iluminado por muitas fogueiras humanas, foi disputado o jogo mais prolongado da história, a saber, trezentos anos. Mas, apesar da parcialidade do juiz, que provocou milhares de mortos e feridos, a ciência venceu. “E contudo ela move-se!!!”. Frase pronunciada por Galileu, depois de haver sido obrigado pelo Santo Ofício, a abjurar a pretendida heresia de que a Terra gira, no espaço, sobre si mesma.
Todavia, mesmo com o advento do VAR, nestes tempos modernos, os miticistas estão tentando recorrer das imagens óbvias, afirmando que, tudo é uma questão de interpretação, e não de matemática, e estão defendendo pela fé, a possibilidade de se colocar um casal de Tiranossauro Rex na arca, também.
O meu escritor predileto, Rubem Alves, gostava muito de citar a frase: “O que seria de nós se não fosse a ajuda das coisas que não existem”.
Confesso que, foi isso que me inspirou o tema das duas crônicas anteriores: “Crer ou sim crer, eis a sugestão” (Primeira e Segunda partes), uma vez que, conhecemos amplamente aquela famosa frase de William Shakespeare, no verso “A tragédia de Hamlet”: “Ser ou não ser, eis a questão“.
“Crer ou sim crer, eis a sugestão” (Primeira parte)
https://www.agazetadelavras.com.br/crer-ou-sim-crer-eis-a-sugestao-primeira-parte/
“Crer ou sim crer, eis a sugestão” (Segunda parte)
https://www.agazetadelavras.com.br/crer-ou-sim-crer-eis-a-sugestao-segunda-parte/
Contudo, depois que Renè Descartes propôs: “Penso logo existo“, ser ou não ser, deixou de ser a questão primordial, a qual passou a ser:”Penso, logo desisto“. E aí, emendei, lá nas crônicas citadas:”-Penso, logo insisto, mixórdia ou misericórdia…??!!”.
Acontece que, o filósofo grego Sócrates, em seu tempo, sugeriu-nos, sabiamente: “Conhece-te a ti mesmo”. E, felizmente, isso se transformaria na essência de todos os seus ensinamentos.
Porém, ele afirmou também que: “Só sei que nada sei“. Famosa frase que significou um honesto reconhecimento da própria ignorância por parte do autor, embora alguns pensadores e filósofos contestam que ele tenha dito tal frase, desta maneira. Mas, não parece haver dúvida, de que o conteúdo é associado a Sócrates, sim!!!
Resumindo: Diante de uma pergunta sem resposta imediata, inventa-se uma resposta, ou, adota-se a primeira que aparecer, e pronto!! Tá resolvido o problema. Exemplo:
Se você não tem resposta à uma minha pergunta, então vale a minha resposta, ou, se eu não a tiver também, vale a que aparecer primeiro.
Portanto, mitos, crendices e superstições são muito bem-vindos, porque tiram o inquirido do sufoco, sem que ele tenha que dar maiores explicações. O sobrenatural e o mistério, unidos pelo sagrado e pela magia, resolvem qualquer problema. Isso é mistério….e pronto!!!!
Mas, se a resposta achada, por mais escalafobética que for, receber o auto rótulo de “inspiração divina“, então, o inquirido ainda ganha como distinção, o glorioso título de “Homem de Deus“. Ai de quem duvidar…inferno direto!!!!
Ou seja. Para evitar-se questionamentos inoportunos, sempre se acrescenta a ameaça de severa punição divina, para quem duvidar da “palavra misteriosamente inspirada ao homem de deus“.
“Deus sabe o que faz e nós não sabemos o que falamos“, para os cristãos.
“Maktub“, já estava escrito ou tinha que acontecer, para os muçulmanos.
“Causa e Efeito“, para os budistas.
“Uma mentira dita mil vezes torna-se verdade“, Goebbels, ministro da propaganda na Alemanha Nazista.
“Samba do Crioulo Doido“, para Gymha.
“Porque a vida é fugaz, tão veloz, tão passageira;
A gente sofre demais, por bobagens, por besteiras;
Tudo um dia se desfaz, mesmo que queira ou não queira;
Importa viver em paz, pois quando olhamos para trás, lá se foi a vida inteira”.
Jenuário de Fátima.
Revejam:
“Eu também me perguntei se acredito em Deus”
https://www.agazetadelavras.com.br/eu-tambem-me-perguntei-se-acredito-em-deus/
Para Tales de Mileto, a realidade natural, era explicada dentro da própria realidade, e não fora dela. Bastava relacionar um efeito a uma causa que o antecedia e o determinava, reconstruindo-se o nexo causal existente entre os fenômenos da natureza.
Revejam:
“A eternidade aqui e agora”.
https://www.agazetadelavras.com.br/a-eternidade-aqui-e-agora/
Continuaremos na próxima semana. Não percam.
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