
Homenagem a PAULO FREIRE
PAULO FREIRE foi o brasileiro mais homenageado da nossa história, com pelo menos 35 títulos de Doutor Honoris Causa por universidades da Europa e América.
*19 de setembro de 1921, em Recife, PE, (Centenário);
+02 de maio de 1997, em São Paulo, SP, “Eu quero ser lembrando como alguém que amou as pessoas os animais e toda biodiversidade”.
Em 13 de abril de 2012, foi sancionada a Lei nº 12 612, que declara o educador Paulo Freire “Patrono da Educação Brasileira”.
Leia: “Pedagogia do Oprimido“. Um dos seus mais conhecidos trabalhos de educador.
O livro propõe uma pedagogia com uma nova forma de relacionamento entre professor, estudante, e sociedade. Este livro continua popular entre educadores no mundo inteiro e é um dos fundamentos da pedagogia crítica.
“Apesar de seu disfarce de iniciativa e otimismo, o homem moderno está esmagado por um profundo sentimento de impotência que o faz olhar fixamente e, como que paralisado, para as catástrofes que se avizinham. Por isso, desde já, saliente-se a necessidade de uma permanente atitude crítica, o único modo pelo qual o homem realizará sua vocação natural de integrar-se, superando a atitude do simples ajustamento ou acomodação, apreendendo temas e tarefas de sua época”. Paulo Freire.
“Não existe tal coisa como um processo de educação neutra. Educação ou funciona como um instrumento que é usado para facilitar a integração das gerações na lógica do atual sistema e trazer conformidade com ele, ou ela se torna a “prática da liberdade”, o meio pelo qual homens e mulheres lidam de forma crítica com a realidade e descobrem como participar na transformação do seu mundo“. Richard Shaull, com base em Paulo Freire.
“Considerando-se que a Universidade, pela sua natureza e finalidade específica, deveria ser palco permanente de discussões sobre a realidade cotidiana vivenciada pela sociedade comum, buscando na extensão universitária a inspiração para seus programas de pesquisas;
Considerando-se que a Universidade, ao produzir conhecimento científico e organizar saberes, deveria formar profissionais que fossem cidadãos intelectuais, porém, críticos, reflexivos e participativos;
Considerando-se que a Universidade, pode agregar os modernos conhecimentos científicos gerados no seu interior, aos saberes populares consagrados no seu exterior, através do viés extensionista;
Então, é urgente, urgentíssimo, popularizar as ciências e promover a acessibilidade à Universidade, de pessoas que vivem em condições precárias ou desfavorecidas, para que sejam também preparadas e capazes de transformar a realidade em que vivem.
Continuaremos na próxima semana. Não percam.
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