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Páscoa deste ano está mais cara, ovos de chocolate terão acréscimo de até 40%, dizem supermercados

A Páscoa é a terceira data mais importante para o varejo de alimentos, atrás apenas do Natal e da Black Friday.

© José Cruz/Agência Brasil

Em São Paulo os consumidores devem encontrar ovos de chocolate até 40% mais caros nas prateleiras dos supermercados para a Páscoa deste ano na comparação com 2021, segundo levantamento da Apas (Associação Paulista de Supermercados).

Os demais produtos tradicionais na data, como bacalhau, vinho e bombons, por outro lado, tendem a apresentar menor aceleração ou até mesmo redução.

Apesar do aumento no preço, o setor espera um avanço de 36% nas vendas de chocolates na comparação anual, diz a entidade.

A presença de ovos de chocolate nos carrinhos de supermercado acelerou nas últimas semanas. Mas o cenário de inflação e o poder de consumo enfraquecido devem fazer uma Páscoa de lembrancinha em 2022, com ovos menores e uma substituição do produto por bombons e barras de chocolate.

A Páscoa é a terceira data mais importante para o varejo de alimentos, atrás apenas do Natal e da Black Friday.


Em BH o aumento deverá ficar em média 15% neste ano

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Comércio tenta atrair consumidores para os ovos de Páscoa

Além do chocolate, outras matérias primas, como o plástico das embalagens, tiveram aumento de preços

Faltam ainda 23 dias para a Páscoa, e o comércio de Minas Gerais vem usando estratégias para tentar atrair os consumidores para a compra dos ovos de chocolate em meio a alta dos preços. Isso porque, segundo estimativas do setor, o aumento dos produtos deve ficar em torno de 15% em relação ao ano passado.

De acordo o coordenador do site Mercado Mineiro, Feliciano Abreu, além do chocolate, outras matérias primas, como o plástico das embalagens, tiveram aumento de preços que deve ser repassado ao consumidor neste ano. Ainda assim, o setor aposta no aumento das vendas nesta Páscoa com a reabertura total do comércio e as comemorações em família. Nos últimos dois anos, as vendas caíram nas lojas presenciais, com as severas restrições impostas pela pandemia.

No entanto, na avaliação de Feliciano Abreu, ainda é cedo para o consumidor encontrar bons preços na hora de comprar os ovos de chocolate nos supermercados e drogarias que já estão tomados pelos produtos.

“Ainda não é o momento do consumidor comprar ovos de Páscoa. Ele pode esperar um pouquinho mais, principalmente duas semanas, para que a concorrência fique mais acirrada entre os estabelecimentos e um detalhe, ver também o peso, porque normalmente em períodos de crise a gente tende a manter uma redução de peso e o tamanho parece que é o mesmo, porque a embalagem acaba enganando de certa forma. Isso é avisado na embalagem de forma que o consumidor não seja totalmente lesado, mas muita gente compra ali pelo momento”, alerta.

Os dados fazem parte de um levantamento realizado pelo site de pesquisas Mercado Mineiro. A pesquisa ouviu cerca de dez redes de estabelecimentos entre supermercados e drogarias além lojas de departamento.

A equipe de reportagem conversou com alguns consumidores que foram pontuais em suas opiniões: os preços tem sido os vilões na hora de escolher o doce e, por isso, os clientes tem buscado soluções diferentes para economizar na compra dos ovos.

A motorista de transporte escolar, Shirley, procura uma solução caseira para os altos preços. “Como eu trabalho com criança eu compro as barras de chocolates e eu mesmo faço em casa, tanto para dar para os meus alunos quanto para os meus filhos. Eu acho ele caro, até mesmo você comprando o chocolate, a barra de chocolate, até mesmo que você vai colocar para incrementar ele fica bem mais em conta. Mas não pode deixar de dar ovo de páscoa para as crianças não“, conta.

O segurança Antônio afirma que compra os ovos com antecedência e, caso esteja muito caro, ele recorre a uma caixa de chocolates. “Sim, geralmente compro antes. Se tiver caro eu compro uma caixa de chocolate. Não pode ficar sem chocolate“, afirma.

Já o repositor Vitor conta que sempre tem como dar um jeitinho, o que não pode é ficar sem chocolate. “Compro todo ano. Acho caro, quem trabalha assim fichado é muito caro. Mesmo assim dou um jeitinho, compro, e me viro. Quando não dá a gente troca por uma caixa bombom ou um Kinder Ovo“, disse.

Fonte
Itatiaia

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