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X-A Origem do Bem e do Mal Segundo o Mal do Bem e o Bem do Mal

Décima parte-Final da série

Prezad@s leitor@s, lembro-lhes antes, de que, a nona parte desta série, foi encerrada da seguinte maneira:
Em sendo assim, pensem por favor, para encerrarmos esta série no próximo post, no aprimoramento e sublimação dos instintos e/ou perversão e piora dos mesmos instintos.
Estaria aí, a origem do BEM e do MAL??!!”.

Continuando o assunto 

Foram nove posts, para chegarmos ao estado consciencial, e assim, encontrar, progressivamente, as origens do BEM e do MAL, sem mitologia, crendices e superstições. Apenas alguns toques de bom humor, como o “Léxico Gymha” para descontrair a leitura. 

Partimos do BOM e RUIM, porque sempre estiveram inexoravelmente coligados ao inanimado e animado, como axioma perpétuo do existir. Portanto, até mesmo os fenômenos naturais podem ser bons ou ruins, dependendo de seus efeitos. Por exemplo, a chuva. 

Assim, quando surgiu a vida, por mais elementar que podia ser nos primórdios (Coacervado), o Bom e Ruim permaneceram coligados na evolução do próprio coacervado, até o sapiens-sapiens.
Quando surgiram os vegetais, as coligações dos entornos, fortuitos ou não, continuaram a ser boas ou ruins. Uma planta medicinal é boa? E uma planta tóxica, é ruim? E o contrário?

Quando surgiram os animais, primatas, hominídeos e humanoides pré históricos, as coligações boas e ruins passaram a estar também nos instintos, através das sensações. Por exemplo:
segurança/ perigo, conforto/desconforto, agradáveis/desagradáveis, alívio/inquietação, sofrimento/prazer, aproximar/distanciar, ficar/ir, lutar/fugir…. 

Nos sapiens, as mesmas coligações boas e ruins sobreviveriam nos protótipos de: moral/imoral, certo/errado, justo/injusto, em seus correlatos mais complexos: mistério/culpa/vergonha/punição/proteção/ritual/sagrado/adoração. 

Finalmente nos sapiens-sapiens:
O Bom e Ruim exigiram avanços naturais existenciais.
Ora…!!! o próximo passo evolucionista natural, só poderia ser a sublimação/aprimoramento e perversão/piora, dos INSTINTOS. 

Mas como assim??!!
_Quando sublimou-se e aprimorou-se a coligação RUIM, obteve-se o quê??!!
Resposta: O BEM do Ruim!! 
_Quando perverteu-se e piorou-se a coligação BOM, obteve-se o quê?
Resposta: O MAL do Bom. 

Em seguida:
_A sublimação e aprimoramento dos INSTINTOS, resultaram-se em quê??!!
Resposta: No surgimento do BEM, especialmente o AMOR.
_A perversão e piora dos INSTINTOS, resultaram-se em quê?
Resposta: No surgimento do MAL, especialmente o ÓDIO.
“O bem é um mal necessário. Se não existisse o bem, ou a ideia dele, não conheceríamos o mal, portanto o bem é ele próprio um mal, e é necessário (para conhecer o mal): um mal necessário. C.Q.D”. Fernando Pessoa. 

Em que era ou momento da história da Terra, isso se deu pela primeira vez??!!
Resposta: Continue ouvindo a suave música sugerida anteriormente, no aparelho de alta fidelidade imaginário, proposto no post VII. 

Quem foi o primeiro ser a experimentar a prática e o conflito do BEM contra o MAL??!!
Resposta: Para mim, simbolicamente foi “Henasceo Hominídeo Corruptus”, talvez Adão e Eva, para muitos, ou seja, sei lá… Mas teve raiz em algum inconsciente precursor em expansão natural, provavelmente coletivo, e nunca mais terá fim… ou terá?! sei lá… uma vez que “não há bem que sempre dure e nem mal que nunca se acabe”

No post I. que iniciou esta série, perguntamos e comentamos:
1-Você nasceu na “Suíça” ou na “Somália”?
Evidentemente, Suíça e Somália, aqui, são símbolos do berço privilegiado, ou não, onde você nasceu. Afinal, sabe-se que o meio ambiente onde a gente nasce, nos influencia!! 

2-Qual a sua herança genética? Ou seja, o quê você herdou geneticamente de seus pais?
Não é só o pezão do papai e a mãozinha da mamãe. Sabe-se que há muito mais coisas herdadas, e provavelmente, não se sabe nem a décima parte dessa hereditariedade adquirida compulsoriamente!!

3-Como foram seus meses de desenvolvimento no útero materno?
Sabe-se que o feto assimila todo o emocional da mãe, em todo o período intrauterino!! 

4-Depois que você nasceu, como foram os dias da primeira infância em seu entorno?
O quê seus pais, avós, tios, primos, vizinhos, amigos, conhecidos, professores, religiosos e religião, ensinaram-lhe (ou empurraram goela abaixo)?
Sabe-se que cada um deles passou-lhe uma demão de tinta emocional, tirando-lhe a sua cor única, natural, especial e singular!! 

5-Logo após a primeira infância, como você lidou com os seus primeiros impulsos sexuais?
O meu escritor predileto, Ruben Alves, dizia que sentia um tremor irriquieto, estranho, principalmente quando se aproximava das coleguinhas!!
Era (é) muito comum dizer-se: menin@ fei@, não ponha a sua mãozinha aí, senão eu te bato!!
Ou: não fale isso, que é pecado, papai do céu fica triste, e se falar de novo, eu passo pimenta na sua língua!!

6- E agora, prezad@s leitor@s, após estas experiências infanto-juvenis compulsórias de crescimento incremental, durante as quais, todos nós mais ouvimos e vimos, do que falamos.
Atualmente, como vocês vivenciam as circunstâncias e/ou acasos fortuito de sua vida adulta cotidiana? 

Independentemente de suas respostas acima, para finalizarmos esta série, afirmo o seguinte:
O Bom e Ruim, por serem interpretações em/de coisas e eventos, desde o princípio, continuarão coligados a tudo nas nossas vidas, cabendo a cada sapiens-sapiens fazer o seu próprio juízo de valores, se isso ou aquilo, é bom ou ruim.
“Os 10% da vida estão relacionados com o que se passa com você, os outros 90% da vida estão relacionados com a forma como você reage ao que se passa com você”. Stephen Covey

Porém, o BEM e o MAL por terem suas origens nos INSTINTOS, de maneira incubada inata, estarão coligados às nossas mentes para sempre, desde o nascimento até à morte (e depois dela também, para quem acreditar).
Todo@s @s sapiens-sapiens, irremediavelmente, nascerão com propensão iqualitária latente, para o BEM e para o MAL, porém, com POTENCIAIS DIFERENTES, que, aí sim, dependerão das seis respostas acima requeridas. 

BEM e MAL serão para sempre, duas forças/energias opostas e inatas, que lutarão ferozmente entre si, dentro de nossas mentes, e não nas coisas e eventos.
“Para que o mal vença basta que os bons nada façam” B. Brecht

As mesmas coisas poderão ser ferramentas boas ou ruins para a prática do BEM ou do MAL.
Exemplo, um simples canivete do bolso.
Também os eventos poderão ser oportunidades boas ou ruins para a prática do BEM ou do MAL. Exemplo, um acidente.
O bem que você faz hoje, muitas vezes é esquecido pelas pessoas amanhã. Faça-o assim mesmo“.
Madre Tereza de Caucutá

Mas a força/energia vencedora da luta será aquela que nós alimentarmos regularmente com coisas Boas ou Ruins, mesmo que os potenciais sejam diferentes.
“Eu não sou o que me acontece, eu sou o que escolho me tornar”. Jung. 

A prática do BEM ou do MAL terá consequências boas ou ruins, primeiro para o praticante, depois para seu entorno, e concomitantemente, para todo o universo.
“O que é mal ganho nunca servirá bem.” Matthew Henry.

Amor e ódio, Deus e o diabo, Céu e inferno, Anjos e demônios, Espíritos de Luz e de trevas, Guerra e paz. Verdade e mentira, primeiro estarão em nossas mentes e poderão ser projetadas pelo nossos inconscientes e materializados pelas nossas mãos (ações).
“Aquilo que você faz fala tão alto, que eu não consigo ouvir o que você diz”. Ralph W. Emerson 

Mas, para finalizar de vez, isso tudo se aplica aos instintos básicos e fundamentais citados no mesmo post II??!!
Sim!!! e vejamos:
1-Alimentar-se é preciso;
Aprimorado/Sublimado: Equilíbrio. Parcimônia;
Pervertido/Piorado: Glutonaria. Aberração. 

2-Precisa-se de água;
Aprimorado/Sublimado: Asseio. Higiene;
Pervertido/Piorado: Poluição. Imundice. 

3-Ter seu próprio espaço é preciso;
Aprimorado/Sublimado: Lar. Família;
Pervertido/Piorado: Crime. Ganância. 

4-Precisa-se reproduzir a espécie;
Aprimorado/Sublimado: Amor. Respeito;
Pervertido/Piorado: Ódio. Promiscuidade.

5-Defender a vida das crias é preciso;
Aprimorado/Sublimado: Doação. Afeto;
Pervertido/Piorado: Desprezo. Brutalidade. 

6-Precisa-se defender a própria vida;
Aprimorado/Sublimado: Solidariedade. Compaixão;
Pervertido/Piorado: Egoísmo. Crueldade. 

No mesmo post II, escrevemos:
“Fazer perguntas e buscar respostas é imperioso.
Se não se encontram respostas, inventa-se uma, ou, adota-se a primeira que aparecer. Se for mística ou mitológica, melhor…!!!”
Percebam: Conseguimos nos “incluir fora dessa 

Consequências:
Há resposta sim!!! e razoável, não mística/mitológica, para:
A ORIGEM DO BEM E DO MAL. 

E, questionando-se parte da teoria milenar do Yang e Yin, ao considerar-se que o MAL ficou mais próximo dos instintos, do que o BEM, e que então, será mais fácil praticar o MAL, do que praticar o BEM.
“Porque não faço o bem que eu quero, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim”. Paulo. 

Compensou-se com o fato, de que, a prática do BEM será mais recompensadora, que a prática do MAL.
Digo-vos: praticai o bem. Por quê?? O que ganhais com isso??
Nada!!! não ganhais nada!!! Nem dinheiro, nem amor, nem respeito, nem talvez paz de espírito.
Talvez não ganheis nada disso!!!
Então por que vos digo: Praticai o bem??
Porque não ganhais nada com isso!!!
Vale a pena praticá-lo por isto mesmo!!!”.
(Fernando Pessoa) 

“A MAIOR RECOMPENSA PELO TRABALHO NÃO É O QUE A PESSOA GANHA, MAS O QUE ELA SE TORNA ATRAVÉS DELE”. John Ruskin. 

Fim da série. 

(Acessem as crônicas anteriores, clicando na franja “Blogs e Colunas“, acima do título da matéria atual. Em seguida, pode-se clicar na franja“Próxima página>“, no rodapé da página aberta, para continuar acessando-se mais crônicas anteriores).

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